
Febre Maculosa : Definição de caso
a) Suspeito - Paciente com febre de início súbito, mialgia e prostração intensa, podendo haver um ou mais dos seguintes sinais ou sintomas: cefaléia; exantema máculo-papular em regiões palmar e plantar; manifestações hemorrágicas; e, história de picada de carrapatos e/ou de contato com animais domésticos e/ou silvestres;
b) Confirmado - Todo caso suspeito com positividade da RIFI ou outra técnica preconizada;
c) Confirmado clínico-epidemiologicamente - Todo caso suspeito que
apresente os sinais e sintomas clínicos, proveniente de região de ocorrência da doença, ou com história de ter tido contato recente com carrapato,
e que não se confirme outra enfermidade
Complicações
Alterações isquêmicas (tromboses e gangrenas), miocardite, insuficiência respiratória grave, insuficiência renal aguda, hemorragias digestiva e cerebral e sepsis.
Medidas de controle
Alertar os profissionais da rede de serviços de saúde das áreas de ocorrência sobre os sinais e sintomas da doença e as orientações terapêuticas e diagnósticas. Colher, de todo paciente suspeito, uma amostra de sangue para encaminhar para exame laboratorial. Havendo carrapatos na pele do doente coletá-los com luvas e pinças, colocar em um vidro tampado com gaze e encaminhar para laboratório de referência. Iniciar imediatamente a investigação epidemiológica com busca ativa de casos suspeitos, colocar a comunidade sob vigilância informando que aos primeiros sinais da doença (febre, cefaléia e mialgias) devem ser procurados os serviço de saúde. Verificar a extensão da presença de carrapatos na área e orientar a população sobre a necessidade da retirada dos mesmos nos indivíduos infestados (com luvas) já que a doença parece ocorrer com maior freqüência em indivíduos que permanecem com o vetor no corpo por mais de 6 horas. A ficha de investigação deverá ser preenchida, e além dos dados de identificação dos pacientes deverão ser realizadas perguntas objetivas sobre a clínica, a existência dos transmissores, e a ocorrência de casos semelhantes anteriormente. Entrevistas devem ser feitas anotando-se o modo de vida dos habitantes, principalmente, invasão de matas, transformações sociais e econômicas mais recentes na área buscando relacionar estas informações com a ocorrência da febre maculosa brasileira. O rodízio de pastos e capina da vegetação, podem trazer alguns resultados no controle da população de carrapatos, enquanto o uso de carrapaticidas deve fazer parte de um programa contínuo de controle principalmente quando houver participação de eqüinos como hospedeiros primários para o carrapato. Orientar a população para evitar as áreas infestadas por carrapatos, e usar roupas claras e de mangas compridas para facilitar a visualização bem como criar o hábito de sempre fazer a inspeção no corpo para verificar a presença de carrapatos.
Acesso em: 25/05/2010 ás 10:33hs pelo site :http:/www.pdamed.com.br/doeinfpar/pdamed
Carlos Chagas: infância, primeiros estudos e formação
Carlos Ribeiro Justiniano Chagas, primeiro dos quatro filhos de José Justiniano Chagas e Mariana Cândida Ribeiro Chagas, nasceu aos 9 de julho de 1878, na Fazenda Bom Retiro, próximo à pequena cidade de Oliveira, Minas Gerais. Seus antepassados, de origem portuguesa, tinham se estabelecido na região havia quase um século e meio. Órfão de pai aos quatro anos, Chagas passou a infância nessa e em outra fazenda da família, em Juiz de Fora, onde sua mãe administrava o cultivo do café. Embora distante dos centros ilustrados do país, a convivência com os tios maternos (dois advogados e um médico) fez com que o menino manifestasse, desde cedo, vontade de avançar nos estudos, com particular interesse pela medicina.
O Instituto de Manguinhos – que a partir de 1908, sob a denominação de Instituto Oswaldo Cruz, se consolidaria como respeitado centro de produção de imunobiológicos e de pesquisa e ensino no âmbito da medicina experimental – atraía os estudantes interessados, como Chagas, no estudo científico das doenças tropicais. Aceito por Oswaldo Cruz, que tornou-se seu orientador, Chagas passou a freqüentar o Instituto diariamente. Em 1903, defendeu sua tese de doutoramento, intitulada Estudos hematológicos no impaludismo, analisando a importância dos conhecimentos sobre o ciclo evolutivo do plasmódio para o diagnóstico e o tratamento das várias formas clínicas da malária.
Apesar do convite feito por Oswaldo Cruz para integrar a equipe de pesquisadores de Manguinhos, Chagas preferiu dedicar-se à clínica. Em 1904, foi nomeado médico da Diretoria Geral de Saúde Pública, passando a trabalhar no hospital de isolamento de Jurujuba, Niterói, destinado a atender, sobretudo, doentes de peste. Ao mesmo tempo, instalou seu consultório particular no centro do Rio. Em julho daquele ano, casou-se com Íris Lobo, filha do senador mineiro Fernando Lobo Leite Pereira. Dessa união nasceriam Evandro Chagas, em 1905, e Carlos Chagas Filho, em 1910. No ano seguinte, o convite feito por Cruz para chefiar uma campanha de profilaxia da malária seria o primeiro passo de uma reorientação em sua carreira, que o conduziria de volta aos laboratórios de Manguinhos e à descoberta da doença que leva seu nome.
Cópia idêntica da postagem do site : .
Simone Petraglia Kropf
Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, Expansão, 20040-361, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

DIAGNÓSTICO CLÍNICO
A infecção pelo vírus amarílico determina, no homem, desde quadro inaparente e pouco sintomático (cerca de 90% dos casos) até formas fulminantes. O quadro típico da doença se caracteriza por uma evolução bifásica, com um período de infecção, período de remissão e período de intoxicação. O período de infecção dura cerca de três dias, com início súbito e sintomas gerais como febre, calafrios, cefaléia, mialgia generalizada, prostração, náuseas e vômitos. O período de remissão caracteriza-se pelo declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Dura poucas horas ou, no máximo, um ou dois dias. O período de intoxicação, que ocorre em cerca de 15 a 25% dos pacientes infectados com expressão clínica, caracteriza-se pela predominância dos sintomas de insuficiência hepato-renal, representados por dor abdominal intensa, icterícia, hematêmese, melena e outras manifestações hemorrágicas (petéquias, equimoses, hematomas, epistaxe, gengivorragia, hemorragia conjuntival, hemoptise ou hemoperitônio), oligúria e anúria, acompanhados de albuminúria e prostração intensa. O pulso se torna relativamente mais lento, apesar da temperatura elevada (sinal de Faget). Pode haver progressão para o comprometimento do sistema nervoso central devido a encefalopatia hepática e uremia, com agitação psicomotora, obnubilação, torpor e coma.
As formas leve e moderada são de difícil diagnóstico diferencial com outras doenças febris.
A convalescença costuma ser rápida e a recuperação completa, podendo raramente arrastar-se por mais de duas semanas com astenia persistente. Complicações tardias podem ocorrer como resultado de infecção bacteriana secundária e necrose tubular aguda. Aproximadamente 20 a 50% dos pacientes com síndrome hepato-renal evoluem para o óbito, que costuma ocorrer ao final da primeira semana de doença e, dificilmente após o décimo dia de evolução. Nos casos de doença fulminante, a morte pode ocorrer nas primeiras 72 horas de evolução, geralmente como resultado de coagulação intravascular disseminada.
Deve-se considerar como suspeito todo paciente que apresentar quadro febril agudo (duração máxima de 10 dias), acompanhado de icterícia e pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: sinal de Faget (dissociação pulso-temperatura); manifestações hemorrágicas; dor abdominal persistente; albuminúria e oligúria. Além disso, o paciente desconhece ou nega história de vacinação para febre amarela ou foi vacinado há mais de 10 anos.
O paciente com suspeita de febre amarela poderá, portanto, apresentar-se com uma das seguintes síndromes:
Síndrome febril indiferenciada aguda (pouco comum em pacientes hospitalizados);
Síndrome febril ictérica aguda;
Síndrome febril hemorrágica aguda;
Síndrome febril íctero-hemorrágica aguda.
Postado por
Regiane
11:53

A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos contaminados por um flavivirus e ocorre na América Central, na América do Sul e na África.
No Brasil, a febre amarela pode ser adquirida em áreas silvestres e rurais de regiões como Norte e Centro-Oeste, além de parte do Sudeste, Nordeste e Sul. Ou seja, o indivíduo entra em regiões onde exista o mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus e, consequentemente, sofre a possibilidade de ser picado por algum desses mosquitos já afetado pelo vírus, que possivelmente fora contraído pela picada em um ser já portador, como a espécie de bugio ou outros tipos de macacos, e, em seguida, o mosquito pica a pessoa que ainda não teve a doença e, portanto, não adquiriu defesas naturais para combater o vírus. A febre amarela urbana é considerada erradicada no Brasil desde 1942, o que significa que grandes centros urbanos não correm o risco de propagação em massa do vírus.
(Vírus da febre amarela) Pertence à família dos flavivirus, e o seu genoma é de RNA simples de sentido positivo (pode ser usado directamente como um RNA para a síntese proteica). Produz cerca de 10 proteínas, sendo 7 constituintes do seu capsídeo, e é envolvido por envelope bílipidico. Multiplica-se no citoplasma e os virions descendentes invaginam para o retículo endoplasmático da célula-hóspede, a partir do qual são depois exocitados. Tem cerca de 50 nanómetros de diâmetro.
Muitos danos são causados pelos complexos de anticorpos produzidos. O grande número de vírus pode produzir massas de anticorpos ligados a inúmeros vírus e uns aos outros que danificam o endotélio dos vasos, levando a hemorragias.
Os vírus infectam principalmente os macrófagos, que são células de defesa do nosso corpo.
Febre amarela
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Vírus da Febre Amarela
eletromicrografia de transmissão do vírus da Febre Amarela
Classificação científica
Domínio:
Biota
Super-reino:
Acytota
Reino:
Virus
Família:
Flaviviridae
Género:
Flavivirus
Espécie:
Vírus da Febre Amarela
Febre amarela
Classificação e recursos externos
CID-10
A95.
CID-9
060
DiseasesDB
14203


BRASÍLIA - Os brasileiros que pretendem acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol de perto não devem esquecer da vacinação contra febre amarela. A apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é obrigatória para a entrada de viajantes na África do Sul, país sede da competição. “Segundo informação oficial do governo da África do Sul, quem não possuir esse documento internacional de saúde pública será impedido de entrar no país”, salienta a gerente de orientação ao viajante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Karla Baeta. Para emissão do CIVP é necessário estar com a vacina válida (a proteção dura 10 anos) ou vacinar-se pelo menos dez dias antes da data da viagem em um serviço de vacinação. Lembre-se de observar se o cartão nacional de vacinação está completamente preenchido e sem rasuras.
O atendimento para emissão de CIVP nos postos da Anvisa pode ser agilizado se o viajante realizar o pré-cadastro (www.anvisa.gov.br/viajante) no Sistema de Informações de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegário da Anvisa. O sistema também apresenta uma lista dos Centros de Orientação ao Viajante de todo o país, nos quais o certificado pode ser emitido.
Além de gerenciar a emissão dos certificados de vacinação internacional, o sistema apresenta informações sobre as medidas preventivas de saúde e exigências sanitárias que os viajantes devem estar atentos antes de saírem do Brasil. “Ao acessarem o sistema, em menos de dez minutos, os viajantes podem obter uma orientação adequada e desfrutar de uma viagem mais segura”, explica Karla.Mais orientações: De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os viajantes que vão à África do Sul também devem estar atentos aos riscos de contágio por Influenza A H1N1, cólera, malária, sarampo e febre do Rift Valley. “É fundamental que o viajante esteja com o calendário nacional de vacinação em dia, incluindo todas as vacinas indicadas para a sua faixa etária. Esta é a forma mais eficaz e segura de prevenção contra uma série de doenças e ainda pode impedir que doenças já eliminadas no Brasil voltem a ocorrer, como por exemplo, o sarampo”, diz a gerente de orientação ao viajante da Anvisa.
Ao retornar para o Brasil, caso apresente febre ou outros sintomas, o viajante deve procurar imediatamente um serviço médico. O profissional de saúde deve ser informado sobre o roteiro de viagem do paciente.
ATENÇÃO:
Cuidados básicos de higiene, como lavagem constante das mãos com água e sabão, não podem ser esquecidos. Outra recomendação diz respeito à alimentação: os viajantes devem evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos e a ingestão de água não tratada ou de procedência desconhecida.
Postado por
Anônimo
13:09

"FEBRE MACULOSA"
Características epidemiológicas
A doença se apresenta sob a forma de casos esporádicos em áreas rurais e urbanas, relacionados com contato com carrapatos, sejam em atividades de trabalho ou de lazer. Há relatos de epidemias com significativo número de casos e elevada letalidade. No Brasil são notificados casos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia.
Objetivos da vigilância epidemiológica
Compreende a vigilância epidemiológica e ambiental dos vetores, reservatórios e dos hospedeiros, e tem como objetivos: detectar e tratar precocemente os casos suspeitos visando a redução da letalidade; investigar e controlar surtos, mediante adoção de medidas de controle; conhecer a distribuição da doença segundo lugar, tempo e pessoa; identificar e investigar os locais prováveis de infecção (LPI); recomendar e adotar medidas de controle e prevenção.
Notificação
É doença de notificação compulsória, devendo ser informada pelo meio mais rápido disponível, e de investigação epidemiológica com busca ativa, para evitar a ocorrência de novos casos e óbitos.
Pesquisa realizada 22/05/2010 ás 17:15 pelo site http:/www.psamed.com.br/doeinfpar/pdamed